Registro eletrônico de imóveis que é tabu no Brasil, terá mudanças

11 de abril de 2024

No Brasil, apesar de 15 anos de prática, o registro eletrônico de imóveis enfrenta resistência em muitos cartórios, com apenas 1.062 dos 3.600 em operação oferecendo serviços digitalizados, principalmente em São Paulo. Essa modalidade permite acesso remoto pela internet à situação cadastral de imóveis. No 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção, debateram-se os desafios e soluções para a transição do registro analógico para o digital, destacando a necessidade de promover essa mudança. O evento é promovido pela CBIC, com apoio do Senai e Sesi, e ocorre dentro da FEICON.

No evento, que conta com o patrocínio de diversas instituições de peso como a Caixa Econômica Federal, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Sebrae Nacional, destacaram-se discussões relevantes sobre a promoção da transição e os benefícios para proprietários de imóveis e donos de cartórios. O debate, mediado pelos painelistas Flaviano Galhardo, diretor do ONR (Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis), e José Carlos Gama, diretor do Sinduscon-CE e integrante do Conselho Jurídico da CBIC, trouxe à tona questões cruciais para o setor.

Entre os temas abordados, destaca-se a busca por soluções que impulsionem essa transição de forma eficiente e os ganhos que podem ser obtidos tanto para os proprietários de imóveis quanto para os cartórios. O encontro contou com a participação de importantes entidades e empresas do ramo da construção civil, reforçando o compromisso com o avanço e a inovação dentro do setor.

No evento moderado pelo vice-presidente da CBIC, Aristoteles Passos Costa Neto, houve um apelo para o apoio da ONR (Operadora Nacional do Registro) para uma agenda itinerante pelo Brasil. O objetivo é realizar reuniões com conselhos, associações e oficiais de registro para sensibilizá-los sobre a importância do registro de imóveis no contexto atual. Durante o painel, Galhardo destacou a história do registro de imóveis no Brasil, que possui 180 anos e foi influenciado pelo sistema alemão. Ele enfatizou a solidez do sistema brasileiro em jurisprudências e os avanços conquistados com a ONR, ressaltando que é motivo de orgulho para os brasileiros.

“Em 2017 surgiu a ONR, órgão criado por lei com todos os registradores de imóveis do Brasil. É uma entidade sem fins lucrativos, regulada pelo Conselho Nacional de Justiça. Temos hoje o Saec (Serviço de Atendimento Eletrônico Compartilhado) com serviços como certidão digital, visualização de matrículas, protocolos, pesquisa de bens e muito mais serviços”, explicou Galhardo.

De acordo com o especialista, os custos cartorários também diminuíram um terço com a digitalização. Em andamento, o órgão também tem projetos para estimular a transição com o desenvolvimento da inclusão digital destes cartórios.

“Temos cartórios em mais de 1.400 localidades com dificuldades, que faturam menos de R$ 20 mil reais por mês que precisam de apoio e estruturação para o meio digital. Também estamos melhorando a comunicação para mudar a cultura do papel e do balcão. Tem imobiliária que não aceita a certidão digital, querem o carimbo”, completou Galhardo.

Informações retiradas de CBIC

Informações cedidas por Papo Imobiliário

Mercadinho de condomínio pode valorizar imóvel em até R$50 mil

09 de abril de 2024

Os minimercados dentro de condomínios residenciais tornaram-se alvo das grandes redes de varejo e construtoras de apartamentos. Essas lojas, que ocupam pequenos espaços de 5 a 30 metros quadrados, operam sem funcionários e ficam abertas 24 horas por dia, oferecendo até 500 produtos essenciais, como alimentos, bebidas e itens de limpeza. Os moradores podem fazer suas compras através de caixas de autoatendimento ou de aplicativos de celular, em um processo similar ao das lojas Amazon Go nos EUA.

Além de fornecer conveniência aos condôminos, essa estratégia também pode valorizar os imóveis, elevando os preços em até R$50 mil.

Após o período de pandemia, os minimercados no Brasil estão experimentando um aumento significativo de interesse, tornando-se um foco para redes de supermercados e empresas do varejo alimentar. Eles agora são considerados um elemento essencial em projetos residenciais, com construtoras como Cyrela, MRV e Cury incorporando esses estabelecimentos em seus empreendimentos.

Especialistas afirmam que a presença de minimercados pode valorizar os imóveis em até 10%, o que equivale a até R$50 mil. Uma pesquisa realizada pela DataZap indica que aproximadamente 30% das pessoas consideram a presença de minimercados nos condomínios um fator importante na decisão de compra ou locação de imóveis.

De acordo com Natalia Ribeiro, especialista em inteligência de mercado do Grupo OLX, os mercadinhos estão entre os itens mais desejados por compradores de imóveis, perdendo apenas para espaços de delivery e para animais de estimação. Esta preferência é particularmente evidente nas gerações Y (30 a 40 anos) e X (40 a 60 anos), com 34% e 31% de incidência, respectivamente. Além disso, há um destaque para o interesse entre os entrevistados com rendas superiores a 10 salários mínimos (40%).

Ribeiro ressalta que para os compradores que adotam o regime híbrido ou home office, a presença de minimercados ou lojas de conveniência na área comum do imóvel torna-se ainda mais relevante como uma comodidade importante na escolha da moradia futura.

Informações retiradas de Lucas Agrela e Márcia De Chiara à Estadão

Caixa inicia em 8 de abril contratações de crédito imobiliário

04 de abril de 2024

A Caixa Econômica Federal está programada para iniciar as contratações de financiamento imobiliário com o recurso do FGTS Futuro a partir do dia 8 de abril. Essa iniciativa, confirmada pela vice-presidente de habitação do banco, Inês Magalhães, ao Broadcast, permite que trabalhadores com renda mensal de até R$2.640 utilizem os depósitos futuros do FGTS para complementar seus financiamentos.

Os recursos serão direcionados para a aquisição de imóveis novos e usados, especialmente através do programa Minha Casa Minha Vida.

A Caixa Econômica Federal está implementando uma nova medida que permite aos trabalhadores utilizar o saldo do FGTS como garantia para contratar crédito imobiliário. Esta opção estará disponível por um período de 120 meses e pode ser autorizada através do aplicativo do FGTS.

Ao optar por essa modalidade, os valores correspondentes serão bloqueados na conta do trabalhador até que o financiamento seja integralmente quitado. No entanto, em caso de demissão, o saldo comprometido com o financiamento não poderá ser sacado, sendo utilizado para amortizar a dívida.

Informações retiradas de Circe Bonatelli à E-Investidor