Manutenção da taxa de juros beneficia mercado imobiliário, afirma especialista

21 de junho de 2024

PARA EXECUTIVO DO SETOR, 'IMÓVEIS SÃO ATIVOS DE LONGO PRAZO E, PORTANTO, TÊM MAIOR SENSIBILIDADE ÀS TAXAS DE JUROS DE LONGO PRAZO'

Esta semana, o Banco Central manteve a taxa de juros em 10,50% ao ano e encerrou um ciclo de cortes que se iniciou em agosto de 2023. Para Guilherme Gregori, CEO da Paes & Gregori, apesar de parecer algo negativo, principalmente para investidor ou comprador iniciante, o resultado da reunião foi positivo para o mercado imobiliário. “Imóveis são ativos de longo prazo e, portanto, têm maior sensibilidade às taxas de juros de longo prazo”.

Ainda segundo o executivo um detalhe importante referente a decisão foi o fato de ela ser unânime. “Decisão por unanimidade, principalmente depois dos comentários do presidente Lula, levam a crer que ela trará uma confiança maior do comprometimento do BC com o combate da inflação no longo prazo fazendo com que as taxas de juros, de longo prazo, possam cair”, diz Gregori, o que, segundo ele, é muito benéfico para o mercado imobiliário como um todo.

Medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) subiu 0,78% em maio, mostrando desaceleração em comparação a abril, quando havia registrado alta de 0,96%. Apesar da desaceleração na taxa mensal, a taxa interanual continuou a crescer, passando de 10,83% em abril para 11,24% em maio. Esta é a maior taxa interanual registrada desde julho de 2023, quando o índice acumulara aumento de 11,49%.

Outros indicadores do mercado imobiliário, como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar), também registraram aceleração. Isso indica que o mercado imobiliário, dividido em construção e locação residencial, segue aquecido.

O cenário atual sustenta um bom momento para o setor imobiliário. Os preços dos aluguéis – medidos pelo Ivar – acumulam um aumento interanual de 9,45% até maio, apresentando um movimento similar ao IGMI-R, que avançou 11,24% no mesmo período. Ambos os indicadores contrastam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que, apesar da tímida aceleração, segue distante dos indicies do mercado imobiliário, registrando alta de 3,93% até maio de 2024, ante 3,69% no mês anterior.

“A recuperação observada no início de 2024 vem se confirmando como uma tendência positiva para o setor imobiliário, impulsionada pelos cortes acumulados na taxa Selic até maio de 2024. No entanto, a autoridade monetária ressalta que essa tendência precisará ser reavaliada, diante dos desafios que se acumulam no cenário doméstico e internacional. A evidência de um crescimento real no mercado imobiliário, em um período de inflação controlada, ressalta o potencial de investimento e a atratividade do setor. Este momento destaca a resiliência e o dinamismo do mercado imobiliário como um componente crucial da economia, capaz de se adaptar e prosperar mesmo diante de desafios macroeconômicos”, diz o estudo.

Em maio, o mercado imobiliário apresentou aceleração dos preços, comparado ao mês anterior, em apenas três das 10 cidades integrantes do IGMI-R. As cidades que mostraram essa tendência estão localizadas nas regiões Sudeste e Nordeste. No Sudeste, as cidades que registraram crescimento são: Rio de Janeiro (de 0,11% para 0,40%) e Belo Horizonte (de 1,96% para 2,86%). No Nordeste, apenas Salvador apresentou aumento na taxa de variação, que passou de 0,76% para 3,55%.

A variação acumulada pelo IGMI-R nos primeiros cinco meses de 2024 foi de 6,06%, sendo a maior taxa acumulada para o mesmo período desde 2020, evidenciando o aquecimento do setor imobiliário em 2024. Essa tendência também foi observada em outras seis cidades que fazem parte do índice, abrangendo todas as grandes regiões do país, o que indica que essa aceleração está sendo verificada em diversas cidades em todo o território nacional. Entre as regiões cujas cidades acumulam as maiores altas estão Belo Horizonte (14,44%), Brasília (9,75%) e Salvador (9,38%).

Informações cedidas por Monitor Mercantil

Receita Federal passa a cobrar Imposto de Renda na troca de imóveis

06 de junho de 2024
A Receita Federal anunciou uma nova regra que impacta diretamente o setor imobiliário: a cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre a permuta de imóveis. A mudança visa a tributação sobre o ganho de capital obtido nas trocas, equiparando a prática à venda tradicional de propriedades.

O que muda?

Antes da Mudança: Até então, a permuta de imóveis era isenta de IR, mesmo que houvesse diferença de valores entre os bens trocados.

Após a Mudança: Agora, a Receita Federal considera a diferença de valor na permuta como ganho de capital. Este valor será tributado com alíquotas variando entre 15% e 22,5%, dependendo do montante do ganho.

Exemplificação da nova regra

Se um contribuinte troca um imóvel avaliado em R$ 500 mil por outro de R$ 700 mil, a diferença de R$ 200 mil será considerada como ganho de capital e estará sujeita à tributação. Isso visa eliminar a brecha fiscal que permitia a não declaração de ganhos significativos em transações de permuta.

Impactos no mercado imobiliário

Especialistas do setor imobiliário preveem que essa mudança pode afetar negativamente o mercado de permutas, tornando essa modalidade de transação menos atrativa. Imobiliárias e corretores devem informar seus clientes sobre a nova regra para evitar surpresas desagradáveis no momento da declaração de imposto.

Opiniões divergentes

Críticos da Medida: Defensores do mercado imobiliário afirmam que a nova tributação pode desestimular as permutas, prejudicando a liquidez do setor e limitando opções de negociação para os proprietários.

Defensores da Medida: Por outro lado, defensores da mudança argumentam que a medida traz justiça fiscal, igualando a tributação das permutas às vendas normais de imóveis, o que pode aumentar a arrecadação e reduzir a sonegação fiscal.

Orientações fiscais

A Receita Federal recomenda que todos os envolvidos em transações de permuta consultem seus contadores ou advogados tributários para entenderem as implicações da nova regra e ajustarem suas estratégias de negociação conforme necessário.

Essa mudança, já em vigor, representa um ajuste significativo na forma como transações imobiliárias são tratadas no Brasil, reforçando a necessidade de uma gestão fiscal mais rigorosa e informada por parte dos proprietários e profissionais do setor.

Informações retiradas de Beatriz Olivon à Valor 

O maior prédio residencial do mundo será construído em Balneário Camboriú

21 de maio de 2024

No litoral norte de Santa Catarina, mais precisamente em Balneário Camboriú, está surgindo um novo ícone da arquitetura mundial: a Triumph Tower. Projetada para ultrapassar 509 metros de altura e composta por 154 andares, esta torre ambiciona conquistar o título de maior prédio residencial do mundo.

Localizada no luxuoso bairro Barra Sul, a Triumph Tower é o mais recente empreendimento da FG Empreendimentos, em parceria com a Havan, do renomado empresário Luciano Hang. Esta construtora, conhecida por seus projetos grandiosos, também é responsável pelo One Tower, atualmente o maior arranha-céu da América Latina, situado no mesmo local.

Balneário Camboriú, reconhecida por suas hiper-construções, figura entre os três municípios mais verticalizados do Brasil. Segundo o Censo Demográfico de 2022, mais da metade de sua população reside em apartamentos. Esse cenário, aliado à imponência de seus edifícios, posiciona a cidade como um polo de destaque no panorama arquitetônico nacional.

Com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2024, a Triumph Tower promete transformar ainda mais o skyline da cidade, agregando sofisticação e modernidade à paisagem urbana. Porém, mais do que um marco arquitetônico, este empreendimento representa uma oportunidade única para investidores e profissionais do mercado imobiliário.

Informações cedidas por By Mercado Imobiliário