Portabilidade de crédito é opção para quem financiou imóveis

23 de fevereiro de 2024

A queda na taxa básica de juros no Brasil tem potencial para beneficiar aqueles que contraíram financiamentos imobiliários em períodos de taxas mais altas. Uma maneira de aproveitar essa redução é através da portabilidade de crédito. A portabilidade de crédito envolve a transferência da dívida de uma instituição financeira para outra que ofereça condições mais vantajosas.

Raphael de Castro Almeida, CEO da Atual Empreendimentos Imobiliários, esclarece que esse processo pode proporcionar aos contratantes de financiamentos imobiliários a oportunidade de reduzir seus encargos financeiros.

Segundo a Resolução do Conselho Monetário Nacional 5.057 de 2022, os clientes têm o direito de transferir suas dívidas de bancos ou financeiras para outras instituições que ofereçam melhores condições, como taxas de juros menores ou prazos mais vantajosos. Esse processo deve respeitar as regras estabelecidas pelo Banco Central. Luis Felipe Ferrari, sócio do Goulart Penteado Advogados, esclarece que os bancos são obrigados a aceitar a transferência da dívida se for a vontade do cliente.

Como pedir a portabilidade de crédito?

Clientes que desejam transferir seu crédito para outro banco podem exercer um poder de barganha. Segundo Alberto Ajzental, da FGV, o processo envolve consultar condições em outros bancos e, com uma proposta em mãos, solicitar a portabilidade ao banco atual. Este último, interessado em manter o cliente, frequentemente iguala ou supera as ofertas dos concorrentes.

Devo pedir portabilidade do meu financiamento agora?

Especialistas consultados pelo InfoMoney sugerem cautela ao considerar a portabilidade de financiamentos, apesar dos recentes cortes na Selic, a taxa básica de juros brasileira, que agora está em 11,25%. Embora a Selic tenha diminuído 2,5 pontos percentuais desde agosto de 2023, os especialistas aconselham aguardar pelo menos até o segundo semestre de 2024 para buscar melhores condições no mercado.

Embora o último boletim Focus projete uma redução da Selic para 9% até o final do ano, os juros do financiamento imobiliário podem não acompanhar essa queda no mesmo ritmo, já que mudanças na Selic levam de seis a nove meses para afetar o custo do crédito imobiliário.

Na mais recente atualização do Banco Central, as taxas de juros para financiamentos imobiliários regulados variam entre 10,87% e 13,93% ao ano, com a Caixa e o Santander Brasil liderando essas taxas, respectivamente. Especialistas apontam que a taxa de financiamento imobiliário está diretamente ligada à Selic, o que dificulta quedas imediatas.

Além disso, o esvaziamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que financia a maior parte dos imóveis, torna os bancos mais cautelosos na concessão de crédito, retardando possíveis reduções nas taxas.

A atual situação do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) enfrenta desafios significativos devido à retirada sistemática de recursos da caderneta da poupança. Em janeiro deste ano, os saques superaram os depósitos em R$20,1 bilhões, continuando uma tendência de três anos consecutivos de saques. Isso resultou em perdas de R$103,2 bilhões em 2022 e R$87,8 bilhões em 2023.

Apesar de oferecer financiamento para imóveis de até R$1,5 milhão com juros limitados a 12% ao ano e baixo risco de inadimplência devido à limitação das prestações a 30% da renda do mutuário, o SBPE tem enfrentado dificuldades devido à retirada de recursos da poupança.

Além disso, a portabilidade de crédito para financiamento imobiliário implica em custos adicionais para o devedor, incluindo tarifas de avaliação do imóvel e custos de registro do contrato no Cartório de Registro de Imóveis. Por conta desses custos, múltiplas portabilidades da dívida podem não ser vantajosas para os tomadores de empréstimos.

Informações retiradas de Maria Luiza Dourado à Info Money

Balneário Camboriú tem alto valor médio para compras de imóveis

12 de janeiro de 2024

Balneário Camboriú tem alto valor médio para compras de imóveis, segundo o índice FipeZap de dezembro, divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que confirma a contínua valorização imobiliária em Santa Catarina. O estado abriga três das quatro cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil para a venda de imóveis residenciais. Balneário Camboriú, liderou o ranking, com o custo de R$12.624 por metro quadrado e uma valorização de 10,68% desde o início do ano. O estudo considera dados das 50 maiores cidades brasileiras.

O boom imobiliário no Litoral Norte catarinense teve impacto significativo em cidades como Balneário Camboriú e Itapema, que se destacaram na lista com preços médios de R$12.624 e R$12.498 por metro quadrado, respectivamente. Itapema ficou em segundo lugar, apenas R$126 a menos que Balneário Camboriú.

Vitória, capital do Espírito Santo, ocupou a terceira posição, com um preço médio de R$10.877 por metro quadrado, seguida por Florianópolis em quarto lugar, com R$10.786 por metro quadrado.

  1. Balneário Camboriú (SC) – R$ 12.624 – variação anual de 10,82%
  2. Itapema (SC) – R$ 12.498 – variação anual de 19,52%
  3. Vitória (ES) – R$ 10.877 – variação anual de 1,82%
  4. Florianópolis – R$ 10.786 – variação anual de 12,28%
  5. São Paulo (SP) – R$ 10.676 – variação anual de 4,69%
  6. Itajaí (SC) – R$ 10.490 – variação anual de 13,35%
  7. Rio de Janeiro (RJ) – R$ 9.988 – variação anual de 1,42%
  8. Barueri (SP) – R$ 9.463 – variação anual de 9,14%
  9. Curitiba (PR) – R$ 9.902 – variação anual de 6,40%
  10. Brasília – R$ 8.984 – variação anual de 2,24%

Na média das 50 cidades levantadas pelo FipeZap, onde todas registraram alta nos preços na comparação entre dezembro 2022 e o mesmo mês de 2023, o valor ficou em R$ 8.720, alta acumulada de 5,13%.

“Boom” imobiliário e valorização em SC

Itapema, a cidade catarinense, conquistou o segundo lugar no ranking nacional de maior valorização no preço de venda de imóveis em 2023, registrando um aumento significativo de 19,52%. Nos últimos meses, a cidade encurtou a diferença em relação ao preço do metro quadrado em Balneário Camboriú, que chegou a ultrapassar R$1 mil.

Com índices de segurança e qualidade de vida comparáveis ao litoral norte catarinense, Itapema emergiu como a nova favorita do mercado imobiliário. Já a cidade de São José, na Grande Florianópolis, liderou o país com a maior alta no metro quadrado para venda de imóveis em 2023, alcançando uma valorização de 19,63%.

Informações retiradas de John Pacheco à G1

Litoral de Santa Catarina tem os imóveis que mais se valorizam

04 de janeiro de 2024

Nos últimos anos, o litoral de Santa Catarina, impulsionado por Balneário Camboriú, experimentaram um significativo boom imobiliário. Esta tendência reflete-se na presença de edifícios altos, com alto valor por metro quadrado e proximidade com a praia, não apenas em Balneário Camboriú, mas também em locais como Itapema, Porto Belo e Itajaí.

Esse movimento tem impactos positivos na arrecadação municipal e na geração de empregos na construção civil. No entanto, há efeitos negativos, como o aumento do fluxo populacional, o que coloca pressão sobre a infraestrutura e os serviços públicos, incluindo o fornecimento de água e saneamento básico.

No mês de novembro, de acordo com o Índice Fipe Zap, o preço médio do metro quadrado em Itapema registrou um aumento significativo de 17,55%, aproximando-se do valor de Balneário Camboriú e consolidando-se como um dos mais altos do país entre as 50 cidades do índice. Com média de R$12.292 por metro quadrado, Itapema ficou apenas ligeiramente abaixo de Balneário, que apresentou um valor médio de R$12.575.

Esses números superam os preços médios em São Paulo, a maior cidade do país, onde o metro quadrado alcança R$10.659 em média. A cidade do Rio de Janeiro, por sua vez, ocupa a sétima posição, com um valor médio de R$9.994, enquanto no bairro do Leblon, o preço atinge expressivos R$22.643 por metro quadrado. Essa tendência de alta nos preços imobiliários destaca a dinâmica do mercado imobiliário em Itapema e Balneário Camboriú, comparando-os com importantes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro.

Quatro das 10 cidades mais caras do país estão em Santa Catarina

Quatro cidades de Santa Catarina figuram entre as dez com o metro quadrado mais caro, incluindo Florianópolis e Itajaí. O índice reflete o preço médio de apartamentos prontos, baseado em anúncios online. Segundo Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain Inteligência Estratégica, a verticalização é crucial para o mercado imobiliário prosperar, característica presente no litoral catarinense. Ele destaca que cada cidade possui suas peculiaridades, como limites de altura na faixa de areia, influenciando a abordagem de desenvolvimento imobiliário em cada município.

Informações retiradas de Vitor da Costa à O Globo